Blog do Roberto

Meio Ambiente

Artigo: O emaranhado das águas

Na língua tupi a palavra Maranhão significa “mar grande”, ou “caminho das águas”. Por isso, ainda hoje, o rio Amazonas é chamado em suas nascentes, no Peru, de rio Marañon.

Nós maranhenses, portanto, somos tributários dessa origem que remete à lógica da ocupação de nosso território, conquistado pelas águas, ao longo dos vales férteis das nossas 12 bacias hidrográficas.

Nem há originalidade nesse destino, já que nós, enquanto humanos, somos herdeiros das grandes civilizações que surgiram do uso e ocupação das margens dos rios, que deram origem à economia agrária, devido à fertilidade do solo e à quantidade de recursos ambientais que garantiram a organização de agrupamentos sociais mais complexos.

No Nordeste brasileiro, pela exuberante quantidade de água, o Maranhão é como uma mesopotâmia, berço de vida e destino de vários assentamentos humanos. É pena que essa quantidade de água não se traduza em qualidade. Nossos rios estão agonizando, em lenta deterioração de seus recursos. Depois do nosso povo, essa é nossa maior relíquia. E estamos fazendo pouco caso do tesouro que temos nas mãos.

Faço esta reflexão por ocasião do encerramento do ciclo de seminários que organizamos, em todo o Estado, discutindo a Revitalização dos Rios Maranhenses e suas Nascentes, dentro do projeto SOS Águas do Maranhão, criado em meu mandato.

O objetivo, declarado, era o de discutir e fomentar políticas públicas que auxiliassem a revigorar as bacias hidrográficas do Maranhão. Nos reunimos em São Luís, Pedreiras, Caxias, Grajaú, Balsas e Imperatriz, suscitando debates entre técnicos de renome e as forças vivas da sociedade.

Fiz questão de provocar o debate in loco, em cidades às margens dos grandes rios, para trazer para perto da questão as entidades civis locais, os dirigentes municipais, as escolas e todos que quiseram participar no enfrentamento de problemas tais como o despejo de esgotos sem o devido tratamento, a perda de volume da água, o assoreamento, a poluição, além de outros danos causados não somente por desgastes naturais, mas, sobretudo, pela ação do homem.

Muito foi levantado e discutido ao longo dos últimos meses, mas o fruto principal que colhemos foi justamente a sensibilização da sociedade para o problema cuja solução depende fundamentalmente da mobilização de consciências.

Essa é uma bandeira que continuarei a empunhar, especialmente agora que recolhi e testemunhei o fervor com que o tema é tratado por abnegados em todos os quatro cantos de nosso Estado. Há muito a ser feito, mas o principal é manter a mobilização para que ao final o Maranhão e seu povo se reencontrem com o seu destino, de herdeiros desse emaranhado de águas.

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MARCANDO PRESENÇA NA CONVENÇÃO NACIONAL DO PSDB

14ª Convenção Nacional do PSDB e a unificação do partido em torno do nome do novo presidente Geraldo Alckmin.

Agradeço a presença, a força e o peso da juventude tucana do Maranhão na convenção de hoje.

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Cidades Economia Maranhão Meio Ambiente

Lá vai o trem com o minério

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Foi um maranhense, o poeta Ferreira Gullar, quem nos brindou com a linda letra das Bachianas brasileiras, composição de outro gênio, o maestro Villa Lobos. Nessa letra Gullar conta que lembrava da infância e da magia do trem da sua meninice, que cortava o Maranhão, de São Luis a Teresina. “Lá vai o trem com o menino, lá vai a vida a rodar”….

Outro maranhense de gênio e também poeta, João do Vale, cantou o trajeto do trem no sentido inverso, de Teresina a São Luis. “O trem danou-se naquelas brenhas; soltando brasa, comendo lenha”.

Como se vê, o trem faz parte dos nossos afetos mais profundos. Mas a vida rodou e a passagem da velha Maria Fumaça foi substituída por outras máquinas que não soltam brasa nem derramam poesia por onde passam. O trem do minério, com suas dezenas de vagões, atravessa o Maranhão com a nobre missão de gerar riquezas, mas deixa por onde passa, além do apito, um rastro de impacto ambiental.

Vinte e três municípios do Maranhão emprestam seu território para essa riqueza passar por cima. São hospedeiros, que praticamente nada recebem em troca. Essa realidade se arrasta há 32 anos, com os municípios pleiteando uma fatia maior na Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais – CFEM, uma espécie de fundo compensatório, composto de um percentual obtido do aproveitamento econômico da exploração do recurso mineral, criado para auxiliar os municípios a mitigar os impactos ao meio ambiente.

Na semana que passou essa realidade começou a mudar. O Senado aprovou emenda de minha autoria que redistribui os recursos provenientes da CFEM, destinando 60% para os Municípios produtores, 15% para os Estados, 10% para a União e 15% para Municípios que são corredores de escoamento.

Essa a grande novidade, que irá beneficiar, por exemplo,  Açailândia, , Bom Jesus das Selvas, Buriticupu, Cidelândia, Itinga do Maranhão , São Francisco do Brejão,  São Pedro da Água Branca, Vila Nova dos Martírios, na região tocantina.  Mas não apenas elas. Todas as cidades afetadas por operações de embarque e desembarque, ou ainda, onde se localizem pilhas de estéril, barragem de rejeitos e instalações de beneficiamento de minérios, passarão a receber esses recursos, proporcionalmente à população e à extensão do território cortado pela ferrovia.

Para mim, é uma questão de justiça. Para os prefeitos e prefeitas do Consórcio Intermunicipal Multimodal (CIM), é uma questão de sobrevivência financeira. Por isso estivemos essa semana com o presidente Michel Temer, em comitiva, para assegurar que essa medida não seja sabotada por interesses menores.

Lá vai o trem, levando o minério. E lá vai o menino, das nossas pobres cidades do interior, que mais do que ninguém merece “ciranda e destino”, como cantou o poeta.

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Economia Maranhão Projetos de Lei

João Dória reconhece importância econômica da ZEMA

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Em São Luís, recebi a visita do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), em meu escritório de representação. Na oportunidade, apresentei a ele o projeto que cria a zona de Exportação do Maranhão (ZEMA), de minha autoria, que tem como princípio aproveitar as potencialidades geográficas da Ilha de São Luís para contribuir com o desenvolvimento econômico e social do Maranhão, da Região Norte e Nordeste e também do Brasil.

Prefeito da cidade mais populosa da América Latina, João Dória é jornalista, publicitário e empresário. Ele destacou que a criação da ZEMA é uma alternativa econômica para o Maranhão e para o Brasil. “A Zona de Exportação do Maranhão faz muito sentido, pela posição estratégia, pela posição geográfica e pela facilidade do calado. São 27 metros de profundidade, o que permite um porto de grande porte, semelhante àquilo que se tem em Singapura, em Hong Kong, com grandes pólos exportadores. Portanto, uma ideia inovadora, geradora de empregos, geradora de renda e que beneficiará não apenas o Maranhão, mas, todo o país”, enfatizou Dória.

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