Blog do Roberto

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O rio da vida

Não haveria Imperatriz sem o rio Tocantins. Ele foi o nicho, como um colo materno, que permitiu o assentamento do pequeno povoado que cresceu até tornar-se a metrópole dos dias de hoje.

Mais que um simples curso d`água, o rio é a maior referência afetiva da cidade, parte integrante da biografia dos seus habitantes que com ele compõem as memórias pessoais e familiares que tecem a vida de cada um.

Com seus 2.400 km de extensão, o Tocantins é o segundo maior curso d’água genuinamente brasileiro, atrás somente do São Francisco. Ele nasce, corre e deságua no Brasil, atravessando quatro estados. A Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia é a maior do país em área de drenagem, inteiramente em território nacional.

Ainda assim, a gestão das águas no Brasil, embora tenha um moderno marco legal, não consegue criar mecanismos executivos para enfrentar a visível degradação ambiental que se agrava a cada ano. Os rios secam e a população paga o preço de conviver com o perigo permanente da falta d’ água.

A exceção a essa regra veio de São Paulo, quando uma longa estiagem, como a que atravessa hoje o rio Tocantins, impactou os estoques de água dos mananciais da região metropolitana de São Paulo. Foi então que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de forma serena e segura colocou em prática uma série de ações emergenciais e mobilizou a população, que compreendeu a situação e passou o poupar água, vigiando o desperdício.

Ao mesmo tempo foram feitas centenas de pequenas obras de ampliação de transferência de água entre sistemas de abastecimento, numa conjunção estratégica de esforços que resultou em um sistema estruturado e capacitado. Um belo exemplo de ousadia, com a construção de barragens, canais, tubulações e bombas flutuantes.

Aqui mesmo ao lado, em Marabá, que vive o mesmo drama do Tocantins, o Governo do Pará montou uma estrutura para captação de água bruta, com o apoio de duas bombas anfíbias, para garantir o abastecimento da população.

Enquanto isso, no Maranhão, duas das quatro bombas de captação do rio Tocantins apresentaram problemas, o que resultou num sistema de rodízio penoso para a cidade, ainda mais que tudo acontece sem uma política transparente de informação e mobilização social, que pelo menos projete soluções para o futuro. A população não tem ciência da situação, que segundo a Agência Nacional das Águas pode se agravar, e faltar água para toda a população de Imperatriz.

O povo do Maranhão contraiu uma dívida bilionária junto ao BNDES, para investir em projetos estruturantes que solucionem situações como a do abastecimento e saneamento que atormenta tantos municípios. Ao invés disso, o Governo está dissolvendo esses recursos em obras eleitoreiras, sem retorno econômico e sem visão de futuro.

Por isso tenho afirmado que o Maranhão só irá mudar a curva de seu destino quando a exploração política da pobreza der lugar à exploração econômica da riqueza! Esse é o único caminho para o verdadeiro desenvolvimento social.

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Habitação Maranhão

Recursos para o Programa Nacional de Habitação Rural

Reunião em São Luís

Na última sexta-feira, dia 13, recebi uma comitiva com lideranças dos municípios de Jenipapo dos Vieiras, Barra do Corda, Itaipava do Grajaú, Montes Altos, Pedreiras e Codó.

Eles vieram solicitar o meu apoio junto ao governo federal para que seja agilizada a liberação dos projetos do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), cuja finalidade é possibilitar ao agricultor familiar, trabalhador rural e comunidades tradicionais, o acesso à moradia digna.

Participaram da reunião a vereadora de Jenipapo dos Vieiras, Elisa Oliveira (PDT); os empresários Giovan Carvalho, Raimundo Maciel, Josafá Vieira e Bernardo Araújo; o presidente da Cooperativa de Jenipapo dos Vieiras, João dos Santos Neto. Contem comigo!

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Maranhão

O avanço do atraso

Não adianta mudar a cara do atraso.

Faço minhas as palavras do governador Flavio Dino: “Eu espero que ele reflita melhor sobre a história recente do Maranhão. E quem sabe consiga retomar o caminho correto”.

Ao contrário do que disse o governador, quem está fortalecendo o atraso no nosso Estado é ele próprio e o seu governo. É o avanço do atraso. E com um agravante, que é o de conjugar o atraso da gestão com o atraso ideológico.

Se tivesse feito o que prometeu no início, um choque de capitalismo, não haveria necessidade de oferecer ao nosso povo uma nova via política, de respeito à produção, de atração de investimentos, estímulo ao empreendedor e principalmente de não confundir o estado com o partido e realmente iniciar um projeto de desenvolvimento voltado para o desabrochar das forças produtivas, onde a exploração política da pobreza dê lugar à exploração econômica da riqueza.

Esse é o caminho para o verdadeiro desenvolvimento social que vai mudar a cara do Maranhão.Foto_batatas

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Maranhão Meio Ambiente

Salvem os rios do Brasil

Tenho chamado atenção para a gravidade da situação dos nossos rios, mas a maioria dos governadores preferem fingir que nada está acontecendo. ‘Governam’ como se estivessem numa gincana escolar. Sem projeto de estado, nem mesmo de governo, só se preocupam com a próxima eleição, em detrimento da próxima geração. Lamentável!!!

Vejam essa matéria de hoje na Globo.

Rio Araguaia sofre uma das secas mais severas dos últimos anos

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