Blog do Roberto

Maranhão Política

A política como ela é

Corda

A política, embora se diga que é como uma nuvem, não está divorciada de certa lógica interna.

A boa política não é um exercício de especulação vazio, descompromissado da realidade dos fatos.

Os fatos são simples: temos um cenário bipolar, em que duas forças políticas disputam a hegemonia da narrativa eleitoral, como se essa fosse imutável.

E temos a construção de um outro campo político, ainda em formação, que reivindica um outro olhar para o Maranhão, que não esteja prisioneiro da engessada lógica da opção entre sarneistas e anti-sarneistas.

Apenas um grande partido nacional, o PSDB, reuniu forças para situar-se fora do campo gravitacional dessa lógica que atrasa o Maranhão.

Evidentemente que, por enquanto, qualquer pesquisa quantitativa apenas irá abonar esse horizonte fechado.

Sou pré-candidato a governador e no momento, junto com diversas lideranças, estamos construindo a engenharia política desse novo campo. Não há vetos a ninguém, mas o desejo de fazer confluirem os interesses partidários e os projetos de cada um.

Qualquer especulação que ultrapasse os limites dessa construção política, é apenas má interpretação ou interesse contrariado.

O povo do Maranhão, soberanamente, fará a escolha que julgar melhor, a partir do debate que será feito na arena pública, ao longo da campanha.

Roberto Rocha
Senador (PSDB-MA)

 

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Maranhão Saúde

Emenda do Senador Roberto Rocha viabiliza berços, incubadoras neonatais, aparelho de raio x e outros equipamentos para o HRMI

Emenda de nossa autoria equipa o Hospital Regional Materno Infantil de Imperatriz com novos e modernos aparelhos e materiais permanentes. Pelo menos 335 mil pessoas na região serão beneficiadas.

Arte_HRMI

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Meio Ambiente

Artigo: Águas: ciência e consciência

O Brasil sediou, na semana que passou, o 8º Fórum Mundial da Água, o maior evento global sobre o tema, organizado pelo Conselho Mundial da Água (ONU), que reuniu chefes de Estado e de Governo, ministros, empresas privadas, organizações não governamentais, academia, instituições internacionais e sociedade civil. O assunto é oportuno e converge com minhas preocupações, expressas tão logo assumi o mandato de senador, quando dei início a uma verdadeira pregação para chamar atenção sobre o grave problema da degradação das águas do Maranhão.

Com o apoio de internautas em todo o Maranhão, montei um relatório fotográfico sobre a situação dos nossos corpos d`água e iniciei um circuito de seminários sobre a revitalização dos rios maranhenses e suas nascentes, em todas as regiões, reunindo dezenas de especialistas para aproximar a sociedade do saber técnico sobre a matéria.

Ciência e consciência, poderia ser o lema dessa preocupação, ciente de que o tamanho do desafio supera as capacidades financeiras e técnicas do Estado e dos municípios.

Posso dizer, desde que iniciei essa cruzada, que o quadro que eu supunha crônico era na verdade mais grave, bem pior do que imaginava. Não só a água está se tornando escassa e imprópria, mas temos dado sinais de completa irracionalidade em seu uso.

Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento o Maranhão ocupa o segundo lugar no pódio dos estados que mais desperdiçam água, com impressionantes 62,2% de perda na distribuição da água coletada.

Vamos atentar para esses números: é como se, de cada 100 litros de água coletada, 62 fossem para o ralo no processo de distribuição. Sabe qual é a média nacional? Em torno de 32%. E onde essa montanha de água é perdida? Em ligações clandestinas, em vazamentos, em equipamentos obsoletos, em fraudes no sistema.

Para situar melhor o tamanho desse desperdício, no Japão ele não chega a 5% e nos Estados Unidos é de 13% em média. Ou seja, somos vítimas da abundância. Temos 20% da água doce do planeta e agimos como se ela fosse infinita. A situação se agrava pela expansão desordenada das áreas urbanas, pela má gestão dos resíduos sólidos, o lançamento de efluentes nos corpos hídricos e a falta de políticas públicas adequadas para sua preservação e produção.

Enquanto no semiárido nordestino a falta d`água é efeito do clima, no Maranhão a dificuldade de abastecimento de água tem a ver com má gestão e falta de planejamento. Infelizmente esse é o quadro em que vivemos. Onde está a política estadual, de longo prazo, para o enfrentamento do problema? Onde estão os diagnósticos, os planos, os cenários para o futuro?

O Governo do Estado mais parece um encanador que um gestor, dedicado apenas a consertar as tubulações que se rompem, ao invés de estar prioritariamente empenhado em promover ações para enfrentar o agravamento e o colapso de todo o sistema. Até quando nossa riqueza hídrica será apenas a vitrine de nossa incúria e descaso?

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