Chove, chuva!

Rio Tocantins

A boa notícia vem lá das dos rincões de Goiás e Tocantins, onde as chuvas finalmente deram o ar da graça. Depois de meses de seca, o lago da hidroelétrica de Estreito voltou a encher, elevando o nível do rio Tocantins em 45 centímetros.

Como eu já vinha alertando, há problemas estruturais na captação das águas do Tocantins que abastecem Imperatriz. Tudo funcionaria à perfeição se as bombas da Caema não fossem fixas, operando portanto somente até um certo nível das águas. Ocorre que o rio, desde 2015, vem apresentando um déficit hídrico, segundo a Agência Nacional das Águas, com apenas cerca da metade da média de chuvas esperada para o período.

O desconforto do rodízio no fornecimento da água poderia ter sido evitado se, desde o momento inicial das previsões do CPTEC/INPE tivessem sido antecipadas medidas que só agora o Governo do Estado se dispôs a tomar. Em especial com um simples convênio operacional entre a Caema e a Sabesp, a maior empresa brasileira no setor e uma das quatro maiores do planeta.

Não custa lembrar que o Ministério Público de Imperatriz, há dois meses, já havia reunido os órgãos responsáveis para estudar o caso. Ou seja, o cenário estava mapeado, tecnicamente, e não seria necessário submeter a população à humilhação de um sistema de rodízio e pior, à ameaça de um colapso completo no abastecimento das águas.

Mas nunca é tarde para corrigir o erro. O governador Alckmin, a quem está afeta a Sabesp, colocou-se à inteira disposição para fornecer o equipamento necessário para bombear as águas com equipamento flutuante, que não depende do nível das águas para operar.

Aliás, isso não é novidade para ele. Esse mesmo equipamento já foi utilizado para bombear as águas da transposição do rio São Francisco e para garantir o fornecimento do consumo da capital federal, Brasília.

É por isso que fiz questão de convidar o governador, que estará em Imperatriz no próximo dia 25, onde nos dará uma palestra no âmbito do VI Seminário de Revitalização dos Rios Maranhenses e suas Nascentes. Temos muito a aprender com a experiência de gestão do governador que enfrentou e venceu a maior crise hídrica do país, que afetou um contingente populacional de 23 milhões de pessoas.

Na gestão pública também vale a sabedoria dos nossos avós que diziam que “mais vale prevenir do que remediar”.

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