Discurso Record TV – 65 anos

Na condição de Líder do PSDB, senador Roberto Rocha profere discurso em homenagem aos 65 anos da Record TV

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O Senado Federal homenageou nesta quinta-feira (8), os 65 anos da Record TV. Na condição de Líder do PSDB, o senador Roberto Rocha falou em plenário. Confira seu discurso na íntegra:

Como em todos os empreendimentos humanos de sucesso, a Record nasceu da audácia de um homem, o pioneiro Paulo Machado de Carvalho, que não se aquietou com a tranquilidade de uma vida abastada, mas partiu para plantar sonhos.

Em 1931, aos 30 anos de idade, comprou uma pequena rádio, por 25 contos de réis. Com espírito empreendedor, ousado e moderno, em poucos meses já administrava uma rádio modelo, com audiência e prestígio, graças a uma programação moderna e popular.

Nascia aí o Império de comunicações que, com habilidade empresarial formou um grupo de empresas que incluía a TV Record além das emissoras de rádio Excelsior, São Paulo e Panamericana.

No dia 27 de setembro de 1953, um domingo, o canal 7 foi ao ar, transmitindo para menos de 8 mil televisores em São Paulo. Estima-se que apenas poucas centenas de pessoas tenham assistido ao show musical que deu origem a TV Record.

Logo já estava transmitindo na área esportiva, mas não era futebol, mas o Grande Prêmio Brasil, mostrando a corrida de cavalos que ocorria no Rio de Janeiro para o público paulistano no ano de 1956.

Mas por conta do baixo custo em relação a outras produções, os programas musicais acabavam se destacando na grade da emissora. Diversos nomes internacionais se apresentaram nas telas da Record em apresentações exibidas do Teatro Record, como Nat King Cole, Ella Fitzgerald e Louis Armstrong.

Nos anos 1960, grandes nomes marcaram época na televisão brasileira, como Jô Soares e Carlos Alberto de Nóbrega, Ronald Golias, Otelo Zeloni, Cidinha Campos e Hebe Camargo.

Nenhuma outra emissora teve um programa apresentado por ninguém menos que Roberto Carlos, ao lado de Erasmo Carlos e Wanderléa, no programa Jovem Guarda.

E depois, os históricos festivais de música da Record, que consagraram ídolos como Geraldo Vandré, Paulinho da Viola, Chico Buarque, Nara Leão, Gilberto Gil, Os Mutantes, Caetano Veloso, Tom Zé e Gal Costa.

A história da TV Record se confunde com a história e a afirmação da música brasileira. Uma história de resiliência que a tornou, hoje, a mais antiga emissora em atuação no país. Quem se lembra que Silvio Santos e Faustão também iniciaram na Record, um verdadeiro celeiro de grandes talentos da TV brasileira?

Passada a era dourada de Paulo Machado, a emissora trocou de mãos em 1989, passando ao comando de Edir Macedo Bezerra, que a trouxe até os dias de hoje.

Uma das primeiras alterações na programação foi contratar para comandar as manhãs a apresentadora Ana Maria Braga, que também trouxe o papagaio Louro José, que é seu companheiro até os dias de hoje.

Desde o começo da manhã até a madrugada, a emissora oferece pelo menos 11 horas de jornalismo diário, esporte, novelas, reality shows, revistas eletrônicas, musicais e programas de auditório. É a segunda maior produtora e exibidora de conteúdo nacional inédito com mais de 90 horas semanais.

A Record TV também chega aos 65 anos com um perfil multiplataforma, que amplia seu alcance, oferecendo novas formas de acesso à programação. Uma história que começou com o lançamento, há exatos 9 anos, do Portal R7 e que hoje se amplia com o lançamento, de um serviço de streaming e vídeo sob demanda.

Essa é a Record, aqui homenageada com justas razões, por uma bela história que alia ousadia, entusiasmo, fé e esperança em nosso país.

 

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