Roberto Rocha é cogitado para relator da comissão do impeachment

Ele agradeceu a menção ao seu nome, mas encaminhou voto pela eleição de Antonio Anastasia para relator

A Comissão Especial do Impeachment foi instalada nesta terça-feira (26) sob a presidência do senador Raimundo Lira (PMDB-PB) e elegeu o senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) como relator do processo de impeachment. O senador Roberto Rocha (PSB-MA) chegou a ser cogitado para relator pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Lindberg Farias (PT-RJ). Roberto Rocha agradeceu a indicação do seu nome, mas encaminhou pelo bloco o voto favorável a Anastasia.

“Quero agradecer o indicativo que foi feito aqui por alguns senadores ao nosso nome. E recolho como um gesto feito ao meu partido, o PSB”, afirmou Roberto Rocha em fala na comissão, destacando que a posição do seu partido de manter aberto o diálogo com todas as correntes políticas. No entanto, Roberto Rocha encaminhou o voto em nome do Bloco Parlamentar Socialismo e Democracia (PSB-PPS-PCDOB-REDE) pela eleição de Anastasia como relator, por acreditar que ele tem amplo conhecimento na área de direito constitucional e por ser conhecido como um senador moderado e equilibrado. “Ele vai fazer um trabalho que vai contemplar bem os interesses do Brasil”, avaliou Roberto Rocha.

O senador também comentou o processo que, segundo ele além de jurídico é também político, e disse que na sua avaliação os deputados federais cumpriram seu papel equivalente ao de promotores ao apresentarem a denúncia para o Senado. Lembrou que o Senado cumpre a função de juiz, pois cabe aos senadores julgar se é ou não procedente a denúncia de crime de responsabilidade contra a presidente, razão pela qual o processo precisa ser conduzido com muita cautela. “Eu pessoalmente tomei a posição de expressar a minha decisão pessoal somente quando chegar a posição da presidente da República”, explicou.

O relatório feito pelo senador Antonio Anastasia deve ser apresentado em 4 de maio e votado na própria comissão em 6 de maio. A previsão é que a admissibilidade do processo de impeachment seja votada em plenário em 11 de maio. Para ser aprovada é necessária maioria simples dos presentes.

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