Sindicatos pedem apoio a Roberto Rocha para evitar que siderúrgicas sejam fechadas no Estado

siderurgia

Representantes dos trabalhadores de siderúrgicas de Açailândia estiveram essa semana com o senador Roberto Rocha (PSB-MA), em Brasília, e entregaram a ele um documento, pontuando uma série de preocupações quanto ao futuro da atividade de siderurgia na região do município. Segundo recente reportagem da TV Mirante, desde o início do ano, 22 fábricas de metalurgia foram fechadas. E das cinco que compõem o chamado pólo siderúrgico, restaram apenas duas, sendo que uma delas deixou de exportar ferro. O resultado é que até agora mais de mil trabalhadores foram demitidos só em 2017.

O fechamento das siderúrgicas no Sul do Maranhão, segundo o documento, é em decorrência de uma parceria celebrada entre a Vale e o grupo francês Argelino Cevital, que prevê a construção de um complexo siderúrgico em Marabá/PA. Outra preocupação, seria a provável vantagem dos preços a serem praticados entre a Vale e o grupo francês, o que economicamente inviabilizaria a competitividade das siderúrgicas maranhenses no mercado de aço e ferro-gusa.

Ao tomar conhecimento da situação, o senador Roberto Rocha decidiu se reunir neste mês com sindicatos que representam os trabalhadores, com autoridades municipais, empresários de Açailândia e a população em geral para discutir o assunto. “Ao receber o pleito, imediatamente vou agendar uma audiência com o presidente da Vale para tentar buscar uma solução. Estamos falando de um pólo siderúrgico que já empregou mais de sete mil pessoas. Hoje, milhares de trabalhadores estão desempregados. São pais de família maranhenses, que estão com seríssimas dificuldades de levar o sustento para suas casas”, disse o senador.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Maranhão (STIMA), Antônio Brito, entregou pessoalmente o documento ao senador e disse que uma das propostas mais importantes é a equiparação dos valores de matéria-prima e logísticas praticados entre a Vale e a Cevital. “Isso permitiria de imediato a manutenção dos postos de trabalho e possíveis novos investimentos no setor siderúrgico no Maranhão, que já teve mais de 20 siderúrgicas e hoje amarga uma crise severa”, afirmou.

Além de Brito, também esteve em Brasília reunido com o senador o presidente do Sindicato das Indústrias de Carvão Vegetal do Maranhão, Cláudio Queiroz e o vereador e representante da Câmara Municipal de Açailândia, Jarles Adelino (PMN).

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