Timon e Araioses são beneficiadas por ações do senador Roberto Rocha

A partir de agora, produtores, micro e pequenos empresários terão acesso a crédito com juros bem menores e mais facilidade de pagamento

Créditos para William Borgmann

Em março, senador Roberto Rocha se reuniu com o superintendente da Sudene Marcelo Neves

O mapa do semiárido brasileiro está maior. É que 73 municípios da região Nordeste foram incorporados pelo Banco do Nordeste (BNB) na relação de municípios que tem direito a acesso a créditos e financiamentos diferenciados do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, o chamado FNE. O reconhecimento dessas cidades ocorreu na reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), na última quinta-feira (23).

A grande novidade é que pela primeira vez dois municípios do Maranhão foram inseridos na formação do semiárido brasileiro. Timon e Araioses, ambas na região Leste do Estado, foram reconhecidas como região do semiárido nordestino. Ou seja, agora são 1.262 cidades brasileiras incluídas nesse tipo de clima.

A notícia não para por aí. A partir de agora, produtores rurais, micro e pequenas empresas, cooperativas de produção, que desenvolvam atividades produtivas nos setores agropecuário, agroindustrial, mineral, industrial, de empreendimentos comerciais e serviços podem ter acesso a crédito mais facilitado e com juros muito menores do que praticados pelo mercado, além de facilidades para renegociar dívidas, através do FNE.

Ao articular junto ao Ministério da Integração Nacional a escolha inicial de inclusão de duas cidades maranhenses no semiárido nordestino, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) justificou que Timon e Araioses ficam próximas de dois dos maiores conglomerados de população do Piauí, que são as cidades de Teresina e Parnaíba.

“Está muito claro que esses municípios reúnem características do semiárido, como baixíssimas ocasiões de chuvas ao longo do ano, períodos de seca bastante prolongados, baixa capacidade hídrica e índice de aridez a 0,5%. Portanto, é evidente que esses produtores e homens do campo necessitam de incentivos e acesso a financiamentos com taxas menores e bastante diferenciadas para tocar sua agricultura familiar, seu pasto ou seu pequeno negócio”, explicou o senador.

De acordo com o Banco do Nordeste, controlador do FNE, em 2018, serão destinados R$ 23,8 bilhões a todos os estados abrangidos pela carteira do BNB. Desses, 50% obrigatoriamente serão direcionados aos municípios do semiárido. Existe ainda a possibilidade inédita de apoio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Pela proposta, R$ 8,3 bilhões serão exclusivos para projetos na área de infraestrutura e os outros R$ 14,8 bilhões a produtores e empresários dos setores rural, agroindustrial, industrial, de turismo, comércio e serviços.

Roberto Rocha já trabalha para que sejam incluídos mais 19 municípios do Maranhão para serem reconhecidos no semiárido e se beneficiarem das vantagens do FNE. São eles: Afonso Cunha, Água Doce do Maranhão, Anapurus, Belágua, Buriti, Brejo, Chapadinha, Coelho Neto, Duque Bacelar, Magalhães de Almeida, Mata Roma, Milagres do Maranhão, Parnarama, Santa Quitéria, Santana do Maranhão, São Benedito do Rio Preto, São Bernardo, Tutóia e Urbano Santos.

“Permaneço fazendo gestões políticas no Ministério, na Sudene e no Banco do Nordeste para que as populações dessas cidades também sejam beneficiadas. Certamente, toda a região Leste do Maranhão terá seu crescimento econômico e social alavancado, abrindo novas oportunidades e uma qualidade de vida mais justa, digna e humana para as pessoas”, disse Roberto Rocha.

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