As eleições para a presidência do Senado costumam excitar a mídia política. Afinal, é o primeiro grande ato da legislatura e aquele que dá início verdadeiramente ao ano político.

Sem dúvida as últimas eleições contribuíram para marcar esse figurino. Era o início de um novo governo de uma eleição tão atípica que havia renovado quase todos os dois terços do plenário em disputa.

Agora, no entanto, os tempos são outros. Primeiro pelo fato do corpo de senadores já ter estabelecido as relações próprias de amizade e conhecimento uns dos outros. Em segundo lugar, por não ser seguida à uma eleição presidencial.

Não temos um clima de disputa ideológica pois ambas as candidaturas mais fortes guardam o respeito de todo o Senado.

Caminhamos talvez para uma eleição serena, onde a disputa se dê pelas propostas apresentadas por cada contendor.

Que bom seria se chegássemos a um consenso de unidade, de modo a fortalecer a instituição do Senado, perante os demais poderes e, não menos, perante a si mesma.

Temos senadores com perfil de independência e altivez para representar os 81 senadores nos próximos dois anos.

A vaga de primeiro vice-presidente é do PSDB.

Em nome da unidade, do consenso, podemos abrir uma discussão, seja com o MDB ou com o DEM.
Fica aqui a sugestão como convite à imaginação dos senhores e senhoras parlamentares.