A tradição folclórica na cultura maranhense é muito forte e tem peso significativo para a economia do Maranhão. Além do Bumba-meu-boi, da mãe-d’água, do curupira e da curacanga, muitos artistas têm nessas expressões culturais uma fonte perene de sustento e o ganha pão de toda família, contribuindo não somente para a economia, como principalmente para a preservação das identidades culturais do nosso povo maranhense.

Atento às necessidades do setor cultural, durante o período de pandemia da Covid-19, o Governo Federal disponibilizou recursos da União da ordem de R$ 3 bilhões para aplicação exclusiva nesse importante segmento, por meio da Lei Aldir Blanc (Lei 14.017/20). O Governo do Estado do Maranhão recebeu sozinho R$ 61,4 milhões, enquanto os 217 municípios repartiram entre si outros R$ 24,2 milhões, totalizando R$ 85,6 milhões.

Como uma sina, no Maranhão, o que Deus dá com uma mão, o diabo teima em tirar com a outra. E o pior é que posam de santos, fazendo graça com o chapéu alheio. Falo especificamente do uso político que o governador Flávio Dino está fazendo do dinheiro destinado à cultura, com o claro objetivo de ganhar a qualquer custo as eleições para o seu candidato em São Luís. O que é isso, companheiro? A cultura maranhense merece um mínimo de respeito do seu dirigente maior, respeito que o presidente demonstrou ao sancionar a Lei Aldir Blanc e disponibilizar os recursos para os artistas do nosso Maranhão. Lei que contou com meu voto favorável no Senado Federal.

O governador está anunciando que fará em uma semana, tudo o que não fez em quase 6 anos de governo, e o que é pior, com o dinheiro da cultura, necessário à garantia da sobrevivência dos artistas, os grandes responsáveis pela preservação do patrimônio cultural imaterial do Maranhão.

O sofrido povo maranhense não merece isso. Números do IBGE revelam que a população do Estado apresenta o menor rendimento domiciliar per capita (por pessoa) do país, com apenas R$ 605,00 em 2018, menor do que a metade da média nacional, em torno de R$ 1.373,00

Verdade seja dita: em menos de 2 anos, o presidente da República já fez mais pelo povo maranhense do que o governador Flávio Dino em 6 anos. O Maranhão está em segundo lugar no Brasil com a maior proporção da população recebendo auxílio emergencial, beneficiando 1,4 vezes a média brasileira, ou seja, 26% da população contra 18% do Brasil.

Ao todo, 1 em cada 4 maranhenses está recebendo o auxílio emergencial, perfazendo 1,8 milhão de pessoas que receberam o benefício em junho, o que significa somente no mês de junho uma injeção de R$1,4 bilhão do Governo Federal na economia do Estado mais pobre do país.

É ASSIM, GOVERNADOR, QUE SE COMBATE A POBREZA. NÃO COM PROMESSAS VAZIAS ÀS VÉSPERAS DE ELEIÇÕES.

 

Autor: Senador Roberto Rocha (PSDB-MA)